| Reino: | Animalia |
| Filo: | Chordata |
| Classe: | Aves |
| Ordem: | Apodiformes |
| Família: | Trochilidae |
| Vigors, 1825 | |
| Subfamília: | Trochilinae |
| Vigors, 1825 | |
| Espécie: | T. watertonii |
O beija-flor-de-costas-violetas é uma ave apodiforme da família Trochilidae.
Seu nome científico significa: do (grego) thalos = criança, descendente de; e ouranos = céu, celeste, referente ao azul do céu; e de watertonii = homenagem ao naturalista, explorador e coletor de espécies inglês, Charles Waterton (1782-1865). ⇒ Pássaro de Waterton, filho do azul celeste.
Em muitas espécies de beija-flores, o dimorfismo no bico está associado ao dicromatismo de plumagem, onde machos de plumagem mais brilhantes e iridescente, como os de T. watertonii, apresentam bicos mais curtos, e as fêmeas, com plumagem menos vistosa, apresentam bicos maiores (Bleiweiss 1999). Essas diferenças encontradas na morfologia do bico e na plumagem devem estar associadas a diferenças sexuais relacionadas à dominância e uso de recursos, uma vez que os machos dominantes reivindicam acesso a aglomerados densos ricos em néctar, de flores mais curtas. Desta forma, as fêmeas subordinadas são levadas a forragear por recursos pobres em néctar e mais dispersos (Stiles 1973, Wolf et al. 1976, Feinsinger & Colwell 1978, Stiles & Wolf 1979, Kuban et al. 1983).
Mede 11,5 cm. Dimorfismo sexual acentuado. Macho partes superiores azuis-violetas, com cabeça verde e partes inferiores verdes metálicas, infracaudais esbranquiçadas. Asas e cauda bifurcada pretas, bico preto. Fêmea com as partes inferiores cinza, partes superiores esverdeadas e asas pretas e cauda preta com as pontas brancas.
Não possui subespécies.
Alimenta-se principalmente de carboidratos, conseguidos através do néctar das flores, mas come também pequenos artrópodes. Forrageia no sub-bosque, geralmente na periferia da vegetação.
Seu ninho tem forma de taça profunda e é feito de material macio, como fiapos de lâminas de xaxim e paina de gravatá, etc e a parede externa é atapetada com fragmento de folhas, líquens, musgos, etc, firmemente colados com teia de aranhas. O ninho é preso por teias de aranha a forquilhas ou pequenos ramos. A fêmea põe geralmente 2 ovos brancos, com reprodução entre novembro e fevereiro.
Habita as florestas estacionais semideciduais, as matas ombrófilas, e as áreas úmidas de elevada altitude que são encontradas em regiões semi-áridas de Pernambuco e Paraíba, denominadas brejos de altitude (Silveira et al. 2003, Uchoa- Neto & Tabarelli 2003). Vive na Mata Atlântica nordestina, onde é endêmico, principalmente em terras do litoral, incluindo plantações e parques, mas também é encontrado nas florestas de terras altas.
R, E ( CBRO ). É endêmico do Brasil. Ocorre em Pernambuco, Alagoas e Sergipe, com fortes possibilidades de existência no nordeste da Bahia.